No âmbito do projecto: Fragmentação e Reconfiguração: a experiência da cidade entre arte e filosofia – PTDC/FER-FIL/32042/2017
Grupo Arte, Crítica e Experiência Estética – CultureLab
Resumos
Maria João Gamito:
Tomando como referência quatro textos literários — Um gabinete de amador, de Georges Perec, A nova Melusina, de Goethe, «Deux originaux», de E. T. A. Hoffmann e «O colecionador de nuvens», de Mauricio Montiel Figueiras — aborda-se a vocação sedentária da colecção, associada a um centro e a um impulso centrípeto, a um nome e ao seu ensimesmamento, a uma territorialidade estável e à sua representação, por oposição à vocação nómada das metrópoles contemporâneas, associada a uma descentralidade e a um impulso centrífugo, a um anonimato e à sua multiplicação, a uma territorialidade instável e à sua comparência.
O mundo numa pintura, o mundo numa caixa, o mundo como imagem-quadro e o que, do mundo, escapa ao quadro, são aqui entendidos como circunstâncias de uma cultura da curiosidade que tanto o figura, miniaturizando-o na lógica finita da colecção, como, ampliando-o, o reconfigura nas imagens fugidias das multidões excêntricas que circulam, transportando os lugares para outros lugares, deles fazendo, de cada vez, a paisagem impermanente de uma origem.
Claudio Rozzoni:
Desde Aristóteles, a tradição filosófica tem questionado a relação entre a memória e “o que foi”. As imagens da memória, fragmentos do nosso passado, “trazem de volta”, manifestam o que já não é, o que já não pode ser percebido, segundo uma forma peculiar de presença/ausência. Mas esta mesma presença paradoxal é aquela evocada pelas imagens da fantasia (Phantasia), capazes de oferecer uma proteiforme manifestação de fragmentos irreais.
Também as imagens públicas que se tornam cada vez mais parte da nossa vida são fragmentos que usamos com frequência para recriar o que foi e dar unidade e sentido às nossas experiências. Como é que a memória e a fantasia caracterizam a nossa relação com estas imagens físicas? E, entre estas, têm as fotografias uma relação privilegiada com o nosso passado, constituindo assim “fragmentos puros” para a reconstrução das nossas histórias?

William Kentridge, Atlas Procession, 2000 De François Truffaut, L’Amour en fuite (1979)
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